681818171876702
Loading...

Saudade da Igrejinha (Paródia II)



Levi Bronzeado


Ataulfo Alves, o menino de Miraí – MG, teria completado 100 anos no dia 02 de maio de 2009, se vivo estivesse.

Esse ícone do samba brasileiro buscou inspiração para suas famosas músicas através da própria experiência de vida.

Foi trabalhador da roça, plantador de café, milho e arroz. No Rio de Janeiro, conheceu a vida das gentes humildes, trabalhadoras e sofridas dos morros e favelas. Foi naquele meio, que ele encontrou a inspiração incomum para junto com seu parceiro, Mário Lago, compor um dos maiores sambas de todos os tempos, conhecido por todo brasileiro, de norte a sul do país. Trata-se, nada mais nada menos, de “Saudade da Amélia”.

Amélia era aquela mulher do subúrbio do Rio de Janeiro, que sustentava nove filhos com dedicação, amor e responsabilidade. Essa companheira fiel do Ataulfo não tinha realmente tempo para se dedicar à vaidade. Ela e o velho sambista viveram momentos de aflições permeados com raros momentos de alegria, mas sempre juntos, numa cumplicidade espontânea e cheia de graça.

A primeira estrofe do samba fala da Amélia da modernidade, vivendo em função da vaidade. Enquanto que a segunda estrofe versa sobre a velha “Amélia”, que sem maldade e egoísmo, deixava transparecer a verdade através de sua maneira de viver.

Foi refletindo longamente sobre a letra dessa música, que resolvi fazer esta paródia (a segunda do blog). Fiz uma analogia entre a Amélia de Ataulfo Alves e a Igrejinha do interior, dos meus tempos de menino, nos anos sessenta. De forma metafórica, não restam dúvidas de que a igreja atual tem muito a ver com as "Amélias" de hoje.

Leiam primeiramente a letra de “Saudade da Amélia”, para em seguida conferir a paródia: “Saudade da Igrejinha”.



Saudade da Amélia
Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher


Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
Quando me via contrariado
Dizia: "Meu filho, o que se há de fazer?"
Amélia não tinha a menor vaidade.
Amélia é que era mulher de verdade!


(Ataulfo Alves e Mário Lago)


Saudade da Igrejinha

Nunca vi pregar tanta indecência,
Nem se mostrar tão incapaz.
Você não sabe o que é complacência,
Só sabe ensinar o que lhe apraz.
Você só pensa em luxo e riqueza,
Se vende por uma nota qualquer.

Ai meu Deus que saudades da igrejinha;
A igrejinha da água pura de beber.

Muitas vezes saía dela calado
Mas encontrava sempre o que colher
Quando me via contrariado
O pastor dizia: Meu filho, Deus tem poder
A igrejinha não tinha a menor vaidade;
Na igrejinha só se pregava a verdade.
A igrejinha não tinha a menor vaidade;
Na igrejinha só se pregava a verdade.


(Paródia por Levi B. Santos)



***
Fonte: Ensaio por Levi B. Santos Guarabira, 16 de junho de 2009
Cultura 9084370490600663027

Postar um comentário

  1. Olá meu irmão!! Tenho visitado sempre seu blog, confesso que acabo me divertindo com esses vídeos absurdos de Pastor Pilão pra cá, unção do retété pra lá kkkk. Um brande abraço, apareceça no meu blog.

    ResponderExcluir
  2. Parabéns pela paródia irmão, realmente ela é muito bonita e verdadeira...
    Retrata como um espelho a situação da Igreja "Cristã" nos dias atuais...

    Que a paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo esteja com todos do blog e também com os "cristãos" dessas "Igrejas".

    ResponderExcluir
  3. Vou ser reto e claro
    Gostei da parodia porque ela retrata oque penso das igrejas e dos cristaos de hoje
    perderam o amor e a fé, se preocupam em lotar os bancos
    mas nao encher as vidas das pessoas de boa palavra
    querem ver milagres, porem se esquecem que ajudar uma pessoa que precisa é um poderoso milagre
    querem que DEUS faça tudo e O culpam varias vezes (isso quando dizem que é obra do CAPETA)
    não se resposabilizam por nada
    se escondem atras da figura da igreja
    não se olham no espelho
    por isso não veem suas chagas
    para mim a maior miseria que pode existir no homem, é não se responsabilizar por seus atos
    tenho vergonha da igreja de hoje
    preferia aquela igreja pequena onde todo mundo se amava
    os cristaos de hoje me levam a nao crer mais em DEUS
    por mais que eu veja a existencia DELE numa folha de uma arvore
    saber que ELE existe não é o suficiente

    ResponderExcluir

ATENÇÃO: Comente usando a sua conta Google ou use a outra aba e comente com o perfil do Facebook

emo-but-icon

Página inicial item