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Solitários, carentes e infelizes

 Maurício Zágari

Existe um tipo de aranha, chamada viúva negra (foto ao lado), que tem um comportamento bem peculiar: de tamanho mais avantajado que o dos machos de sua espécie, ela depende deles para se reproduzir. Por isso, aceita a corte do macho, estende a ele sua sedução e topa ter um relacionamento. Mas basta o macho ter terminado de fecundá-la que a viúva negra o agarra e o devora lentamente, com ele ainda vivo, deixando apenas uma casca vazia e retorcida. Isso mesmo. Aquele que foi tão importante em certo momento de sua vida simplesmente se torna seu jantar. Imagino os olhinhos esbugalhados do surpreso e assustado aranha-macho ao ver aquela de quem ele tanto precisava, que tanto quis, que afinal acreditou ter vindo para resgatá-lo de uma vida de tristeza… ser sua ruína final.

Pois em nossa vida existe uma viúva negra que age de modo muito semelhante. Seu nome é solidão (ou, em outros dialetos, carência afetiva). Fato é que tenho visto tantos e tantos cristãos solitários e carentes! Tão desesperados por preencher com alguém as lacunas que existem em suas almas que acabam cometendo grandes erros, equívocos dos quais vão se arrepender pelo resto de suas vidas – exatamente como o aracnídeo macho.

O processo é relativamente semelhante na maioria dos casos. Começa com a pessoa sentindo-se solitária, carente, incapaz de viver uma vida que tenha sentido se nao houver alguém que preencha as lacunas que há em sua alma. A pessoa não se basta a si mesma. Precisa de outro. “Não sei viver só”, diz. A falta de um ente amado lhe é tão ensurdecedora que, na ausência de um amor verdadeiro, acaba convidando para habitar em sua vida afetiva alguma pessoa por quem nutre algum tipo de sentimento benigno, seja uma amizade, um carinho, até mesmo atração física. Mas que não é AMOR. Eis o início do erro fatal.

A corte se inicia. Os dois se aproximam. A pessoa vê naquele outro a oportunidade de completar suas lacunas, seu vazio, sua solidão, sua carência. Até mesmo enxerga nele a possibilidade de ser o pai (ou a mãe) dos filhos que sonha ter. E o convida para entrar. Então, motivada não pelo amor que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”, mas por um vazio de solidão e carência, começa um namoro. É até gostoso, no início. O outro te diz palavras bonitas, exalta suas qualidades, diz que seus defeitos não importam, te chama de apelidos carinhosos, faz você se sentir querido, acolhido,  abraçado, acompanhado. De repente, a sensação de vazio some, o outro  te faz companhia, serenatas, te chama de “meu amor”, preenche os  espaços da sua carência.

Mas o tempo, ah, o tempo…esse  é implacável. Ele passa. E a sociedade tem suas exigências! Ela cobra. Aquele que está ali ocupando uma carência e tampando as rachaduras da solidão não pode ficar assim para sempre e, mais cedo ou mais tarde, terá de ser guindado ao posto de noivo – e, em breve, ao de marido (ou esposa). E, num dia qualquer, como um inseto que foi se enroscando numa teia até não conseguir mais sair dela, você vai acordar e descobrir que dorme ao seu lado, de aliança no dedo, alguém que foi trazido a sua vida por um tempo para ser reboco de lacunas vazias, mas só que agora ele não é mais isso: é seu cônjuge pa-ra-o-res-to-da-vi-da. Alguém com quem você terá de dormir todas as noites, entregar a ele seu corpo e sua intimidade, devotar-se completamente, dividir as fotos de viagem, ver TV abraçado sob o edredom, andar de mãos dadas, conversar sobre os pensamentos profundos que ele tiver na cabeça, dar beijos longos e ardorosos. Estar junto na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias de sua vida, até que a morte os separe. Ali estará o pai (ou a mãe) de teus filhos – que terão a cara dele (ou dela).


O dia chegará

Mas um dia (e esse dia chegará, meu amigo, minha amiga, já vi isso incontáveis vezes, em especial entre evangélicos), deitada no travesseiro da sua teia, você vai se virar para o lado e deixar lágrimas escorrerem. Pois vai descobrir que aquele alguém muito legal que serviu para aplacar a sua solidão num certo momento da vida… não dá sentido humano a ela. Simplesmente é incapaz de cumprir o papel de compleitude, pois o papel dele era provisório, tinha prazo de validade, funcionava por um tempo – e o que você acha que ele faria pelo resto de seus dias ele é incapaz de fazer: ser AMOR.


Para ser honesto e cruel, falando friamente não haveria razão lógica ou emocional para ele continuar ali. Mas você é um bom cristão, então divórcio está fora de cogitação. Fica então um oco. E para sua surpresa (hoje você não sabe disso, mas descobrirá) nem mesmo os filhos que ele te deu preenchem esse vácuo, pois o tipo de amor paterno/materno é absurdamente diferente do amor que precisamos dar e receber de um homem/uma mulher. Vocé percebe que há um enorme rasgo e um incomensurável vazio em suas entranhas. Elas foram devoradas e você nem percebeu. Você quis matar a solidão e de repente se vê imerso numa indissolúvel solidão a dois. Sim, Cazuza acertou nessa: solidão a dois existe. E muito. E nossas igrejas estão abarrotadas delas.

Isso é um fenômeno muito comum entre cristãos de diferentes faixas etárias. Somos adestrados a casar. Achamos que é no outro que encontraremos nossa felicidade, nossa compleitude. E, meu irmão, minha irmã… estamos errados. Pois se o que buscamos é fugir da solidão, qualquer coisa ou pessoa que acabe com nossa solidão serve. Se o objetivo é suprir carência, qualquer um que nos chame de “meu amor” recebe o nosso sim. Ou mesmo um filho que venha pelo meio do caminho achamos que suprirá nossa carência ou aplacará nossa solidão. Mas você, que é veterano e a essa altura já criou os filhos, percebe que eles foram embora cuidar de suas vidas, curtir seus amigos, viver seus amores, ter seus próprios filhos. E o que restou a você no ninho vazio foi aquela pessoa legal a quem tem que chamar todos os dias de “meu amor” e dormir ao seu lado na cama. Abraçado, se ainda sobrar algum sentimento nobre que te obrigue a fingir que ele é seu grande amor. Mas não é isso. Não é isso! Não é isso o que nos fará feliz, não é isso o que Deus deseja nem o que Ele planejou para os seus.


Ossos e carne

Deus criou homem e mulher para se completarem. Para serem, como diz Gn 2.23, “osso dos meus ossos e carne da minha carne”. Para não conseguirem viver um sem o outro. Se arrancarem os seus ossos veja se consegue seguir vivendo sem eles. Arranque-se sua carne e veja quanto tempo dura sem desfalecer. Deus criou homem e mulher que se unem em casamento para viverem como um e morrerem como um. Casamento é uma coisa muito séria.

Aliás, amor é uma coisa muito séria. Não é brincadeira. Não é coisinha de poeta. E muitos de nós, especialmente nas igrejas, temos vivido nossos amores como uma grande equação matemática. Algo frio: preciso casar, é o que esperam de mim, não sei viver só, é o que todos fazem, então pronto: subo ao cadafalso do altar, me entrego ao carrasco do pastor e deixo que me executem. Mas, querido, querida, amor é razão, mas também é emoção e ação. Amor é um milagre. Amor é uma força que derrubou impérios, motivou guerras, gerou as maiores obras de arte da história da humanidade. No amor há livros, no amor há pintura, há escultura, há beleza e lágrimas. O amor é tão fundamental que ele é a essência do Deus que é amor. Como tratar isso apenas matematicamente? Racionalmente? Tratar o amor somente pela lógica seria ilógico.

Existe amor verdadeiro. Existe amor que dura para sempre. É ou não é o que a Biblia diz em 1 Co 13.8: “O amor jamais acaba”? Existe um amor, além do de Cristo,  que dá razão a um relacionamento. A uma vida. E esse amor não será jamais ocupado por rolhas postas para vedar lacunas de solidão e carência: só será preenchido por alguém que faça sua vida brilhar. Que faça sua vida ser.

A notícia não muito agradável é que pode demorar anos para você encontrar esse amor. Pode demorar muito tempo para chegar a pessoa que preencherá não só suas lacunas, mas que se fundirá 100% à sua alma. E esse é o problema. Não queremos esperar. Não suportamos a pressão. Não suportamos a carência. Seu peso nos esmaga. Ela é mais forte do que nós. A viúva negra tem um tamanho bem maior que o do macho. E muitos se sentem impotentes diante dela. Por isso, sucumbem. E, mais à frente, terão suas entranhas devoradas. Mas… naquele momento… Ah, que importa? A viúva negra lhe chama de “meu amor”, acaricia seu ego e seus cabelos, faz a solidão desaparecer. Lhe faz companhia. Manda flores. Ela te seduz, te atrai, te enreda em sua teia.

Mas a viúva negra traz morte.

Meu irmão, minha irmã. Eu e você vivemos numa sociedade que nos empurra para a teia. Mas não importa quanto tempo demore para que você encontre o amor. Na verdade, isso é o que menos importa, em se tratando de amor. Veja o exemplo de Jacó, que sabia exatamente quem queria e esperou o tempo que fosse:  “Jacó trabalhou sete anos por Raquel, mas lhe pareceram poucos dias, pelo tanto que a amava” (Gn 29.20).  Isso é amor. Isso é verdade. Isso é tudo. Não troque o ouro puro do amor verdadeiro, aquele que em termos humanos dará sentido a tudo o que você viverá até chegar ao seu leito de morte, pelo latão enferrujado de uma solidão suprida. Pela pobreza de uma carência afetiva aparentemente resolvida. Por um nada travestido de alguma coisa.

Se estiver em dúvida, pergunte ao macho da viúva negra, de olhos esbugalhados e entranhas devoradas, se valeu a pena entrar naquela relação apenas para suprir sua solidão e sua carência. Lembre-se que o macho da viúva negra chegou à teia dela com um vazio na alma e com tristeza no coração. Mas inteiro. E, depois que aquela relação se consumou, tudo o que sobrou dele foi uma casca vazia, do que um dia foi alguém carente sim, mas cheio de possibilidades e de potencial para viver um grande amor. De viver uma VIDA. Nunca abra mão disso. Nunca.  Ou você estará se condenando voluntariamente à morte. A propósito, os filhos daquela relação entre a viúva negra e o macho seguiram seus rumos, foram viver suas vidas. A viúva negra também foi em frente, feliz que só. O macho? Acabou a vida oco, seco, triste e morto.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.


 No apenas 1 Divulgação Genizah


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  1. Muito bom este texto e para mim, a resposta de Deus , para saber que estou certa na minha maneira de pensar, que é exatamente como o texto fala. Estou só a 9 anos e no principio foi difícil, pois, havia muitas questões, incluindo a falta de um relacionamento intimo. Mas, buscando mais ainda a Deus e com os conselhos do Espirito Santo, hoje vivo bem e feliz. Sou usada varias vezes por Deus, em aconselhamento para pessoas que vivem como o autor falou, se enganando em relacionamentos, "achando" que a felicidade esta em ter "alguem" perto. Penso que quem não podemos ter longe, é Deus!! Com Ele podemos dizer como Paulo: "Tudo posso naquele que me fortalece", se "aquele" que me fortalece é o Senhor.É lógico, que como mulher, provedora unica da minha casa e ainda com um filho pequeno,as vezes penso sim, em ter alguem comigo, para dividir e somar, mas entendo que o tempo é de Deus e que se ainda esta pessoa não chegou, Deus sabe o porque e eu espero, porque quando chegar a hora que Deus já preparou para mim, vai ser perfeito, não imperfeito quando escolhemos com nossos próprios conceitos de certo.Enquanto isso, preencho meu empo entre o trabalho secular, minha casa, meus filhos e a obra do Senhor, que amo fazer. Uma dica para quem esta lendo e passa pela solidão!! Primeiro: Como vc pode estar só, se Jesus disse que estaria conosco ate o fim? Lembre d'Ele. Segundo: Somos nós, Deus pai, Deus filho e Deus Espirito Santo kkkk Só ai são tres com vc, vc não está só!! E terceiro, ocupe seu tempo e o vazio que sente, fazendo o bem, se entregando a obra do Senhor, no que vc foi chamado. Na hora de dormir estara tão satisfeito que o sono vem logo como diz no salmo 4: 3 e o 8. Obrigada pela oportunidade e que a graça, o consolo e a paz de Cristo estejam sobre vcs.

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  2. A materia solitarios carentes e infelizes,da qual acabei de ler e a mais pura verdade a forma como foi abordada das mais precissas posiveis retrata aquilo que aconteçe nos nossoa corações que e extremamente corrupo,Parabens!! pela materiae eu acrescentaria não somente as viuvas negras mas os Viuvos Negros que também agem desta forma descrita nesta materia.

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  3. É verdade. Muitos estão se entregando à "viúva negra". Estão desperdiçando a oportunidade de viver um verdadeiro amor.

    Sinceramente, o artigo me emocionou.

    Deus seja louvado.

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  4. A mais pura verdade! Enquanto se espera é tempo de aprofundar a comunhão com Deus. Recomendo a todas a mulheres o livro "Solteira e feliz" de Carolyn McCulley!

    Gabriella.

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  5. Sinceramente? Falou, falou e não disse nada.
    Por exemplo aqui: "A falta de um ente amado lhe é tão ensurdecedora que, na ausência de um amor verdadeiro, acaba convidando para habitar em sua vida afetiva alguma pessoa por quem nutre algum tipo de sentimento benigno, seja uma amizade, um carinho, até mesmo atração física. Mas que não é AMOR. Eis o início do erro fatal." Como uma relação começa se não for dessa forma? Como vai surgir o amor se não for assim?
    Como uma pessoa vai saber a diferença entre uma relação de necessidade (preciso do parceiro) e a de amor (amo o parceiro, e por isso preciso dele)? Como ele vai saber isso antes de casar, passar a vida toda junto, fazer filho e tal?
    Meu relacionamento começou assim. Uma pessoa que eu tinha um sentimento benigno, uma amizade. Hoje não vivo sem ele. Mas como eu vou saber se amo mesmo ou se só preciso dele? Atualmente tenho certeza que amo. Mas como diferenciar o amor da carência?
    Não casei ainda, não sei como vai ser a vida juntos. Não sei se depois de 30 anos vou querer morrer por ter casado com ele. Não tenho como saber.
    Não tem como saber. O texto não trás dicas ou informação, só fala e fala... Só critica o que as pessoas desesperadas fazem, e não as ajuda em nada a evitar isso. Mais vazio que o amor da viuva negra.

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  6. Quando se trata de sentimento não há regras. O amor pode começar com uma amizade assim como aquelas histórias incríveis podem acabar por muito ciumes, violência, traição...

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  7. "Há muitos solteiros felizes. Levam uma vida serena e sem conflitos. Quando sentem uma sensação de desamparo, aquele "vazio no estômago" por estarem sozinhos, resolvem a questão sem ajuda. Mantêm-se ocupados, cultivam bons amigos, lêem um bom livro, vão ao cinema. Com um pouco de paciência e treino, driblam a solidão e se dedicam às tarefas que mais gostam. Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda sonham com um amor romântico. Ainda possuem a idéia de que uma pessoa precisa de outra para se completar. Pensam, como Vinicius de Moraes, que "é impossível ser feliz sozinho". Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos." (Flávio Gikovate)

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  8. 1º) "Bom cristão" é aquele que não pensa, em hipótese alguma, em divórcio. Então posso concluir que o casal que chegou a esse ponto - a separação - se tornou um par de maus cristãos!

    2º) O casamento realmente é indissolúvel? O que Deus juntou não separe o homem. E o que Deus não juntou?

    3º) "Mas o tempo, ah, o tempo…esse é implacável. Ele passa. E a sociedade tem suas exigências!" Esse "tempo", essa "sociedade" nada mais são que os tão amados irmãos que não fazem outra coisa a não ser cobrar de outros irmãos: um namorado, um noivo, um marido, um filho, uma filha.

    4º) E quando essa "sociedade" vê um casal que decidiu se separar, sabe o que faz? Trata essa pessoa como párea dentro dessa sua "sociedade", tal qual faziam com os leprosos.

    5º) E, concordando com a Deborah, que diz "Não tem como saber. O texto não trás dicas ou informação, só fala e fala... Só critica o que as pessoas desesperadas fazem, e não as ajuda em nada a evitar isso. Mais vazio que o amor da viuva negra."

    6º) Realmente, como saber se o namoradinho de hoje está preenchendo minha carência ou se vai ser o amor da minha vida? Como cobrar essa maturidade, principalmente dos jovens que estão começando um relacionamento?

    7º) É tão fácil criticar sem dar soluções, não é?

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    1. Concordo com seu comentário. Acredito que o amor é mais uma decisão diária do que um sentimento arrebatador que nunca deixa dúvida. Um relacionamento pode começar na amizade e o casal escolher aprofundar e amar. Mas acredito também que dá pra diferenciar entre afeto/amizade e carência, mas pra isso, tem que ter um pouco de experiências frustradas, rsrs, e maturidade.

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  9. Debora e Luciana. Vcs estão esquecendo de uma coisa muito importante aqui! DEUS! Um relacionamento para dar certo tem que ser direcionado pelo Espirito Santo de Deus. Realmente, não sabemos se um namoradinho(a) na adolescência vai ser o marido(esposa) e homem(mulher)de nossas vidas. Mas para isso é que existe o discernimento espiritual que devemos pedir a Deus para nos dotar, para sabermos se estamos "carentes" ou se a pessoa é a certa. Entende? O jovem deve ser desde cedo orientado para isso, e os pais, desde o filho no ventre devem orar a Deus, para que direcione seus filhos a terem boas escolhas, conforme a direção d'Ele. Luciana vc esta certa. Tem casamentos que Deus uniu, outros não. Deus não une quando a motivação não é ter Ele como centro e sim, uma gravides, status, sexo, pressão da sociedade, etc. casamento de cristão, quando é desfeita, tenha certeza que a escolha foi feita pela carne, pelo orgulho pelo "EU", e não pela vontade e direção de Deus . Bom cristão é aquele que esta sempre andando e buscando a vontade de Deus para sua vida e nunca pensa no divorcio mesmo!!! Vc esta certa. Mas o que se divorcia não é necessariamente um mal cristão e sim um cristão que ainda esta imaturo no evangelio e precisa aprender a entregar sua vontade a Deus e confiar. O texto dá sim, muitas dicas de como não cair nas redes da solidão e viver uma vida plena e feliz mesmo só. É só ler com os olhos de enchergar e a mente de entender.Ele dá ate uma referencia bíblica!!

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  10. o texto trás alguns pontos interessantes, mas também traz alguns problemas: parece que o autor sugere que o amor se reduz a MERO sentimento de romantismo, a mera paixão. O problema é que se for mesmo isso que ele está dizendo ele só está exaltando um problema, pois o a paixão enquanto sentimento é, por natureza, TEMPORÁRIO. Os sentimentos vem e vão e nem por isso significa que não exista amor verdadeiro.

    Outro problema é que parece desdenhar da natural e DESEJÁVEL necessidade que temos de outras pessoas. Se é verdade que o mero amor necessidade mostra uma face muito pobre do ser humano, o fato de ser carência, também mostra uma face muito nobre do ser humano, que é o de necessitar de outra pessoa. Não é bom que o homem esteja só e, se não sente necessidade de ninguém, então é ele que está doente.

    Certa vez estava conversando com um amigo meu sobre esse assunto e ele me disse algo muito sábio: metade dos casamentos não dão certo e quanto a outra metade, não temos NENHUMA garantia de que são de fato felizes, mas é por isso, afinal, que não iremos arriscar??? O casamento, como todo relacionamento, é sempre uma aposta, não dá para sabermos de antemão o que vai dar, mas mesmo assim temos que arriscar e viver aquilo que verdadeira mente pode ser chamado "romance".

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  11. Olá.
    Amados, devemos ter muito cuidado com o que e como dizemos. Quem tem o poder da palavra escrita pode influenciar positiva ou negativamente a vida de quem lê. Esse texto está mais para uma apologia ao divórcio do que para conselho de “espere com paciência”. Se um camarada que está com problemas no casamento lê esse texto, pronto; achou a resposta. Casou com a pessoa errada. Agora é separar pra achar a certa.
    Concordo com o Ricardo Rocha que o autor está confundindo amor com paixão.
    Uma coisa q me foi dita no curso de noivos e tem tudo a ver: casamento não é adição; é multiplicação. Assim: 1x1=1 Essa é a fórmula perfeita. Os dois tornam-se uma só carne.
    Agora se cada um não está completo (0,5 por exemplo) e quer casar para "se completar" olha o que acontece: 0,5x0,5=0,25. Ou seja, os problemas aumentam!
    Então se você que está lendo isto tem problemas no seu casamento, talvez seja pq as expectativas estavam erradas. Complete-se em Deus, ore e ajude seu cônjuge a fazer o mesmo. E veja a transformação em seu casamento.
    Um abraço.

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  12. Celia,

    1º) Quem te disse que eu estou esquecendo Deus?

    2º) Se o cristão divorciado é um cristão imaturo, me explique, então, casos de divórcio de pastores, por favor.

    3º) Por que você não citou - nem de longe - a pressão da sociedade cristã (vulgo igreja) sobre os casaizinhos de namorados, que muitas vezes se casam somente para sair bem na foto dentro da comundade cristã-gospel-evangélica?

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  13. Caro irmão em Cristo: Jeová seja louvado para todo o sempre. Em tempo: por quê não escreveu isto antes ? talvez ainda houvesse tempo de salvar mais alguns cristãos de igrejas diversas da armadilha do casamento arranjado dentro das igrejas que levam tantos irmãos em Deus e em Cristo à solidão à dois, à tristeza, ao sofrimento e à morte física, emocional, e até espiritual. Muito obrigado assim mesmo. o conhecimento da situação em que estamos é o primeiro passo para a tomada de providências para solucionar um problema.

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