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No horizonte, meteoros e uma grande tribulação...





Rev. Marcelo Lemos



Dias desses chego em casa e meu filho mais velho, Yago, 6 anos, me diz: “Papai, um meteoro caiu 'num lugar'... 'cê' sabia que eles podem destruir a gente?”. Como eu não assisto televisão, ou o faço raramente, pensei que fosse algo visto em algum filme ou seriado. Não era. Primeiro, se não estou engando, aconteceu em algum lugar na Russia, e agora, até mesmo algumas cidades brasileiras experimentam o fenômeno, que é bem assustador, claro. Ainda bem que já estamos em 2013, do contrário, a tal “profecia maia” estaria fazendo um estrago danado na mente de certa gente... No entanto, há quem diga que estamos, sim, vendo um prenuncio do “fim do mundo” agora mesmo, e que o mundo está prestes a entrar no sinistro tempo da Grande Tribulação.

Talvez...

Minha opinião pessoal? Acredito que ainda falta muito meteoro para conhecermos o “fim do mundo” como o conhecemos. Teologicamente, um dos meus trabalhos nos últimos anos tem sido o de negar e “derrubar” [não sem muitas limitações!] um dos conceitos mais nocivos para a Igreja moderna; refiro-me ao dispensacionalismo. Lembrando que eu já fiu um grande defensor desta tese anteriormente. E sei que tal declaração despertará a fúria de alguns leitores, talvez de muitos. Saibam, no entanto, que não sou gnóstico, então não condiciono a salvação a aderência a qualquer conjunto de doutrinas, além daquela que é o coração da Fé Cristã, como expressa nos Credos da Igreja indivisa, cujo resumo é Cristo. Se eu gostaria que todos os cristãos fossem Reformados? Sim! Mas sei que a salvação não é exclusividade da minha tradição teológica. Ainda assim, continuo afirmando quão nocivos são determinados erros teológicos, dentre eles, o dispensacionalismo.

Essas palavras iniciais se justificam, a fim de não causar nenhum mal entendido com o uso que faço aqui da expressão “grande tribulação”. Aqueles que me leem sabem que nego que vá existir uma Grande Tribulação, como descrita pelo dispensacionalismo. Sete anos de Grande Tribulação, dividos em dois períodos de 3 anos e meio, um de paz, e outro de “grande aflição”. No meio, ou em algum momento, o reinado universal de um ser a ser identificado como o Anticristo. Mas antes de tudo isso, o Arrebatamento da Igreja, levada aos céus, escapando dos “Aís”, que se abatem sobre o resto do mundo. Há alguns que acham que a Igreja estará por aqui, mas no resto parecem concordar. Eu nego tudo isso, exceto, claro, que em algum momento (amanhã ou daqui a 30 milhões de anos), Cristo certamente virá e estará corporalmente com sua Noiva, a Igreja. Há outras interpretações, quanto aos detalhes, inclusive, mas aí está, em resumo, o que é mais popular.

Esses dois parágrafos acima foram uma negativa. Positivamente, a cerca da Grande Tribulação, sustendo dois pontos principais:

1) Que exegeticamente, o período literal de Grande Tribulação profetizado por Cristo já aconteceu, por volta do Ano 70 da Era Cristã. Essa interpretação se sustenta em declarações bíblicas, como “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam” (S. Mateus 24.34, S. Marcos 13.30).

2) Que, apesar de ser um evento passado, os atos de Deus naquele momento da História, bem como em qualquer outro momento, nos trazem princípios valiosos sobre como se dá o agir de Deus com os homens. Em outras palavras, o Juízo de Deus contra a Sinagoga de Satanás (Judaísmo), profetizado por Cristo e pelos apóstolos, já veio, no entando, Deus ainda hoje traz juízo contra o pecado dos homens. Certamente, jamais haverá outra tribulação como aquela - “como nunca houve... nem tampouco há de haver” (S. Mateus 24.21) - o que não significa que não haverá outras tribulações...

E, assim como poderá haver outros momentos de tribulação, haverá com ainda maior certeza, outras vitórias inevitáveis da Religião Cristã ao longo da História. Por isso gosto de chamar esse pensamento de “Teologia da Esperança”, ainda que seja, na verdade, muito dura para os rebeldes e apostatas.

Para entender melhor esse Juízo e essa esperança, se faz necessário compreender a causa da Grande Tribulação, contra Israel. A bem da verdade, seria mais correto falarmos em causas, no plural, pois podemos identificar mais de uma, no entanto, enfocaremos uma delas, por brevidade. Parte importante da investigação está no capítulo 17 do Apocalipse, onde encontramos a identidade da Falsa Esposa, a Grande Prostituta.

Pois bem, a “prostituição” e o “adultério” são metáforas comuns utilizadas pelas Escrituras, desde o Antigo Testamento, para descrever a infidelidade espiritual de cidades e nações infiéis, inclusive Israel, quando este se afastava da Lei do Senhor. De modo que a Grande Prostituta é uma metáfora a respeito da Falsa Igreja, aquela que carrega o nome do Deus de Israel, mas nega-o com suas obras. E no Novo Testamento, essa Falsa Igreja é a nação de Israel, a “Sinagoga de Satanás”. Este é contexto histórico, profético do Apocalipse. Mesmo assim, sabemos que tem existido falsas igrejas ao longo dos séculos, muitas tem sido as rameiras que sujam o santo nome do Senhor. Do mesmo modo, Deus tem sempre mantido uma Igreja Fiel – que não se prostra diante de Baal - a qual não apenas é perseguida pela Prostituta, mas também a denuncia e, ainda melhor, sobrevive a ela. Foi assim no Novo Testamento. Foi assim em outras Eras. E será assim com a Igreja de hoje.

O Anticristo está entre nós. Sempre esteve. Grandes tribulações podem estar a porta, uma vez que a apostasia insiste em nos espreitar além dos umbrais. Não tem haver com meteoros. Tem haver com fidelidade e apostasia. Também tem haver com avivamento. Mas, cá entre nós, qualquer grande tribulação que possa vir (e que não é mesma profetizada por Cristo), ou que aqui já esteja (muitos cristãos a vivem agora mesmo em boa parte do mundo), não é o que realmente interessa. O que interessa é que a Igreja, a Fiel, sempre sobrevive aos anticristos. Sempre! Isso é interessante, pois é comum ver pessoas desejando que a Igreja sofra, que os cristãos sejam perseguidos, já que certamente é uma glória maravilhosa sofrer por Cristo. Tudo bem. No entanto, o fim último das perseguições não é o sofrimento da Igreja, mas a sua vitória! E eu não falo de um vitória no mundo “por vir”, “além do jordão”, falo de uma vitória histórica, com a Igreja tornando visivel o Reino de Cristo, aqui e agora.

Eu fico apreensivo com toda essa história sobre meteoros, afinal, eu não sou o Super-Man, certo? Imagine estar andando na praça da Sé e de repente... Nossa! Nem pensar nisso eu que quero! Agora, os meteoros nada me dizem sobre o tempo estar se findando no relógio de Deus; com todo respeito a quem pensa diferente, a minha búsola, felizmente, é outra!





Rev. Marcelo Lemos, é diácono da Igreja Anglicana Reformada, e escreve quase nunca sem seu blog, Olhar Reformado.

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  1. PRÉ-MILENARARISMO, PÓS-MILENARISMO E AMILENARISMO
    Adotamos, neste estudo, a posição pré-milenararista para situar e explicar a Segunda Vinda de Jesus, pelos motivos que explicaremos a seguir. Apresentamos, então, as posições pré, pós e amilenarista.

    A POSIÇÃO PRÉ-MILENARISTA afirma que Jesus Cristo voltará literalmente ao final da era da Igreja e governará fisicamente aqui na terra por mil anos. Será nesse reino milenar de Jesus Cristo que a aliança com Israel será totalmente restabelecida e literalmente cumprida. Depois disso, o Filho entregará o reino ao Pai e tal reino se fundirá com o Seu reino eterno, vindo então a Eternidade. Somente esse fato já é uma grande justificativa para se adotar a posição pré-milenarista porque o Filho (Jesus Cristo) nada faz senão o que vê o Pai fazer, e também executa sempre e somente a vontade de Deus Pai, nunca a vontade própria:
    “Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente.” (João 5:19)

    “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou.” (João 5:30)
    Mesmo assim, os pré-milenaristas divergem entre si quanto à posição do Arrebatamento pré-tribulacionista, pós-tribulacionista e meso-tribulacionista. A grande maioria dos pré-milenaristas adotam o Arrebatamento pré-tribulacionista, que ocorrerá antes do cumprimento da septuagésima semana de Daniel.

    Existem muitos motivos para se crer na Segunda Vinda de Cristo pré-milenarista. Citaremos alguns deles:

    •Quando Cristo retornar, Ele ressuscitará os mortos Nele para que reinem com Ele durante o Milênio. Então, não poderá haver Milênio antes que Cristo venha (Apocalipse 20:5)

    •Quando Cristo retornar, Ele separará o joio do trigo. Porém, o Milênio é um tempo de justiça plena e não conterá ímpios. Portanto, a separação do joio e do trigo somente poderá ocorrer antes do Milênio (Mateus 13:40-43)

    •Quando Cristo retornar, Satanás será preso pelos mil anos. Satanás ainda não foi preso. Portanto, não poderá haver Milênio antes que Cristo venha (Apocalipse 20:1-3)

    •Quando Cristo retornar, Ele destruirá o anticristo. Como o anticristo virá antes do Milênio, não poderá haver Milênio antes que Cristo venha (2 Tessalonicenses 2:8, Apocalipse 19:20)

    •Quando Cristo retornar, os judeus serão restaurados à sua terra. Isso é logo antes do Milênio. Portanto, não poderá haver Milênio antes que Cristo venha (Ezequiel 36:24-28; Apocalipse 1:7; Zacarias 12:10)

    http://www.tempodofim.com/milenio_posicoes.htm

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  2. A POSIÇÃO PÓS-MILENARISTA defende a idéia de que todos na terra já estarão convertidos ao Evangelho de Cristo antes de Sua Segunda Vinda. Essa posição não crê que o Milênio seria um governo literal de mil anos de Cristo, mas que esses mil anos seriam apenas um período simbólico que representaria a Era da Igreja (que estamos hoje).

    Logo, para essa posição, Cristo retornaria depois do Milênio. Essa posição surgiu e ganhou força no período pós-Reforma, quando se acreditava que invariavelmente ocorreria uma evangelização e conversão de toda a população mundial. Foi daí que surgiu a interpretação incorreta de Mateus 24:14:
    “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”

    Ora, o fato do evangelho ser pregado em todo o mundo, não significa que todos automaticamente estarão convertidos. Em Mateus 13:40-43, Jesus afirma claramente que, em seu retorno, separará o joio do trigo, isto é, haverá os que crêem e os que não crêem. Somente esse fato já refuta totalmente a hipótese do pós-milenarismo.

    Mas, continuando na linha de pensamento do pós-milenarismo, se gradativamente a população mundial por completo se tornasse cristã antes da volta de Jesus, automaticamente o mundo estaria se tornando cada vez mais um lugar cada vez melhor de se viver até que Jesus encontrasse tudo 100% convertido em sua volta. Esse pensamento vigorou muito bem, até que aconteceram a Primeira e a Segunda Guerra mundial, derrubando por completo essa idéia. E, durante o século XX e XXI, as guerras aumentaram drasticamente.

    A POSIÇÃO AMILENARISTA defende que não haverá um Milênio literal quando Jesus Cristo retornar. Ela defende que tudo será cumprido entre a primeira e a segunda vindas de Cristo. Essa posição foi introduzida por Agostinho, no século IV e foi adotada, desde então, como a posição dominante na Igreja Católica até hoje. Basicamente, Agostinho ensinou que:
    •O Milênio não seguiria a Segunda Vinda de Cristo
    •O Milênio ocorreria entre a primeira e a segunda vindas
    •A Igreja seria o Reino de Deus e que não haveria cumprimento literal das promessas feitas a Israel

    A posição amilenarista também defende que Satanás já teria sido preso na primeira vinda de Cristo, o que obviamente não é verdade. Basta olharmos o noticiário e vemos que a violência está aumentando de tal modo que culminará no aparecimento do anticristo. A Batalha Espiritual do final dos tempos é comprovada.

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    1. Não se pode deixar de enfatizar que o anticristo também surgirá ANTES da Tribulação, conforme 2 Tessalonicenses 2:3-12:

      “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.” - 2 Tessalonicenses 2:3-12

      Por causa dos falsos milagres que o anticristo realizará, muitos infelizmente acreditarão nele como sendo o messias, rejeitando a Jesus, o verdadeiro Messias. Mais adiante, estudaremos o perfil do anticristo.

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    2. O ARREBATAMENTO NÃO INICIA O PERÍODO DE TRIBULAÇÃO
      Outro detalhe importante é que a igreja está ausente entre os capítulos 4 e 18 do livro de Apocalipse, mostrando que a igreja não passará por esse período. Por estes motivos, considero que o Arrebatamento ocorra antes, e não depois da Tribulação.

      Ao contrário do que muitos imaginam, o Arrebatamento não é o fator de início dos sete anos de Tribulação. Sabemos, através dos versículos acima citados, que o Arrebatamento ocorre antes da Tribulação, porém não sabemos quanto tempo antes. O evento que inicia os sete anos de Tribulação é o acordo do anticristo com Israel, propondo uma falsa paz, conforme Daniel 9:27 (Versão na Linguagem de Hoje):

      "Este rei fará um acordo com o povo, de sete anos; mas depois de decorrer metade desse tempo, denunciará o tratado e proibirá os judeus de fazerem qualquer sacrifício ou oferta; posteriormente, como cúmulo das suas terríveis acções, o inimigo profanará completamente o santuário de Deus. Mas quando chegar o tempo determinado nos planos de Deus, o julgamento do Senhor será derramado sobre esse assolador visão de Daniel de um homem."

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  3. AS POSIÇÕES PRÉ, MESO E PÓS-TRIBULACIONISTA PARA O ARREBATAMENTO
    Nesse estudo, adotamos a posição pré-Tribulacionista para o momento do Arrebatamento, que é considerada a posição mais biblicamente correta e condicente com a seqüência dos acontecimentos pertinentes ao final dos tempos. A preocupação é estar sempre de acordo com a Bíblia no tocante à seqüência cronológica dos eventos que marcam a Volta de Jesus Cristo.

    Queremos deixar claro que respeitamos outras posições quanto ao Arrebatamento, porém adotamos esta como a mais sensata para a seqüência dos acontecimentos no final dos tempos.
    Apresentamos, a seguir, as posições pré, meso e pós-Tribulacionista para a ocasião do Arrebamento.

    O ARREBATAMENTO PRÉ-TRIBULACIONISTA se baseia no cumprimento da 70ª. semana de Daniel, quando o anticristo fará um acordo de paz com Israel, imediatamente iniciando o período de sete anos de Tribulação. Antes desse período, a Igreja de Jesus Cristo é ressuscitada e arrebatada com todos os seus santos vivos e levada à casa do Pai (João 14:1-3), julgada e recompensada por suas boas obras (2 Coríntios 5:10).

    Após os sete anos de Tribulação, Jesus Cristo retorna em seu Aparecimento Glorioso e destrói o anticristo e o falso profeta, prende Satanás por mil anos (Apocalipse 20:3) e estabelece o governo milenar.
    Arrebatamento algum tempo logo antes da Tribulação (1 Ts 4:13-17)


    Era da Igreja Tribulação
    Milênio
    Eternidade
    3 1/2 anos
    1/2 semana deDaniel 9:27 3 1/2 anos
    1/2 semana deDaniel 9:27 = 1 tempo + tempos + 1/2 tempo (Ap 12:14)
    Primeira vinda de Cristo
    O anticristo quebra o acordo de paz, profana o templo (2 Ts 2:3-4)
    Começa a Grande Tribulação
    A acordo do antricristo com Israel (Dn 9:27) O aparecimento glorioso de Cristo (Ap 19:11)

    http://www.tempodofim.com/milenio_posicoes.htm

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  4. Seguem alguns dos motivos que justificam que o Arrebatamento Pré-Tribulacionista é a posição mais correta de ser aceita:
    •A Palavra nos diz claramente em Mateus 3:7, Lucas 3:7 e 1 Tessalonicenses 1:10 que os cristãos são salvos da "ira futura" (um dos termos usados para denominar a Tribulação)

    •A Palavra também nos diz em Apocalipse 3:10, Romanos 5:9, 1 Tessalonicenses 1:10 e 5:9 que os cristãos serão protegidos da "hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra". Essa tentação ainda não aconteceu, mesmo sabendo que atualmente o mundo viva sob uma opressão como nunca antes houve na história da humanidade. A igreja ainda está aqui na terra, orando e guerreando. A tentação referida nos versículos acima se refere a uma opressão ainda mais intensa, que só ocorrerá depois que a Igreja for retirada da terra, por ocasião do Arrebatamento

    •O ponto de vista pré-Tribulacionista é o mais lógico da Bíblia no que se refere à Segunda Vinda de Cristo sempre que tomamos o significado das profecias de maneira simples e literal

    •A posição pré-Tribulacionista do Arrebatamento é a única que distingue claramente a Igreja de Israel. A Igreja aparece até Apocalipse 4:3, depois o livro de Apocalipse mostra o foco principal durante a Tribulação, que é Israel. Somente em Apocalipse 18:24 vemos a Igreja retornando (após os sete anos de Tribulação)

    •Apenas a posição pré-tribulacionista preserva o poder motivador do retorno iminente de Cristo, que era o grande desafio da Igreja primitiva

    •Em João 14:1-3, Atos 1:11, 1 Coríntios 15:52-52, Filipenses 3:20, Colossenses 3:4, entre outras passagens, os apóstolos ensinaram que Cristo poderia retornar a qualquer momento. Sem tal expectativa, a Igreja perde o foco espiritual e tem a tendência de se tornar morta

    •A posição pré-tribulacionista é a única distingue claramente entre Israel e a Igreja

    •O ponto de vista pré-tribulacionista mantém a certeza da Palavra de que os cristãos serão guardados da Tribulação.

    Existem ainda mais razões pelas quais se justifica o Arrebatamento pré-Tribulacionista como a posição mais correta biblicamente de ser aceita.

    O ARREBATAMENTO MESO-TRIBULACIONISTA é parecido ao pré-Tribulacionista, porém assume que o Arrebatamento ocorrerá no meio da Tribulação, tomando como base Mateus 24:15,21 e Apocalipse 11:12.
    Neste ponto de vista, a Igreja passaria pela ira e a perseguição do anticristo na primeira metade da Tribulação. A posição meso-Tribulacionista usa a profecia das duas testemunhas em Apocalipse 11 para apontar que o Arrebatamento ocorreria no meio da Tribulação:

    •Apocalipse 11:12
    "E [as duas testemunhas] ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para aqui. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram."

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  5. Era da Igreja Tribulação
    Milênio
    Eternidade
    3 1/2 anos
    1/2 semana deDaniel 9:27 3 1/2 anos
    1/2 semana deDaniel 9:27
    Primeira vinda de Cristo
    Arrebatamento ocorreria no meio da Tribulação (1 Ts 4:13-17)
    A acordo do antricristo com Israel (Dn 9:27) O aparecimento glorioso de Cristo (Ap 19:11)
    Porém, a posição meso-Tribulacionista tenta se justificar usando os seguintes argumentos:
    •O termo "Subi para aqui" de Apocalipse 11 seria o momento do Arrebatamento da Igreja, mas nesse versículo fica claro que quem sobe são somente as duas testemunhas, e não a Igreja como um todo

    •Apocalipse 12:14 estaria em seqüência cronológica a Apocalipse 11 quando diz "um tempo, tempo e metade de um tempo" (42 meses = 3,5 anos) e seria a justificativa de que após o Arrebatamento haveriam somente mais 3,5 anos de Tribulação. Tal conclusão é incorreta porque a Igreja já não é mencionada entre Apocalipse 4 e 18 (o Arrebatamento já ocorreu). Apocalipse 12 marca o meio da Tribulação, mas já sem a Igreja nesse cenário

    A posição meso-Tribulacionista não é considerada biblicamente correta pois nega vários versículos bíblicos que garantem que Deus guardará a Igreja da Sua Ira durante a Tribulação2. Clique aqui para saber quais são estes versículos. Outro fator importante é que a Bíblia jamais afirma em lugar nenhum que o anticristo deveria vir primeiro para que o Arrebatamento acontecesse. Basta olhar o gráfico acima para concluir que se a Igreja fosse arrebatada no meio da Tribulação, o anticristo já estaria presente e governando.

    Portanto, a posição meso-Tribulacionista para o Arrebatamento não é a mais correta de ser aceita.

    O ARREBATAMENTO PÓS-TRIBULACIONISTA. No Arrebatamento pós-Tribulacionista, o Arrebatamento e o Aparecimento Glorioso de Cristo se fundem em um só evento. Em outras palavras, a posição pós-Tribulacionista não considera o Arrebatamento e o Aparecimento Glorioso de Cristo como dois eventos distintos.

    O conceito do pós-Tribulacionismo se apóia na identificação incorreta da Igreja como sendo os santos da Tribulação3, sendo que os santos da Tribulação se referem aos convertidos após o Arrebatamento, quando não há mais Igreja sobre a terra. Ou seja, para a posição pós-Tribulacionista, a Igreja passaria por todo o período de Trbulação, mas em seu final seria arrebatada, com a segunda Vinda de Cristo. Não existe nenhuma passagem bíblica que justifique este argumento e por isso, esta posição tem sido freqüentemente refutada.

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  6. Era da Igreja Tribulação
    Milênio
    Eternidade
    3 1/2 anos 3 1/2 anos
    Primeira vinda de Cristo

    A acordo do antricristo com Israel (Dn 9:27) Arrebatamento ocorreria somente no fim da Tribulação (Ap 19:11)

    O pós-Tribulacionismo ensina que, como a Igreja é avisada de que sofrerá perseguições e tribulações, então fatalmente ela passaria pelo período de Tribulação2. Tal fato nega as promessas do Senhor de livrar a Igreja da Tribulação e além disso também não distingue a Igreja de Israel. Entre Apocalipse 4 e 18, a Igreja está claramente ausente e o foco de perseguição do anticristo passa a ser Israel.
    Portanto, a posição pós-Tribulacionista não é biblicamente correta para ser aceita.

    CONCLUSÕES
    Apenas estamos explicando aqui os argumentos bíblicos para se adotar o Arrebatamento pré-Tribulacionista como sendo o mais biblicamente correto. Mas tudo isso não é o mais importante.
    Seja qual for a posição do Arrebatamento (pré, meso ou pós-Tribulacionista), fato é que estamos na iminência de Jesus voltar, e temos muito trabalho a fazer, que começa por santificarmos nossas próprias vidas, restaurarmos a Noiva (a Igreja) e pregar o evangelho a todo ser humano que ainda não teve a oportunidade de escutar o evangelho uma vez sequer.
    Temos que adornar e preparar a Noiva para receber o Noivo dignamente em sua volta.

    BIBLIOGRAFIA
    1 LAHAYE, Tim. Motivos para crer no arrebatamento pré-tribulacionista. Bíblia de estudo profética. 1.ed. São Paulo: Editora Hagnos, 2006. p.1271-1274.
    2 BENWARE, Paul. A ocasião do arrebatamento. Bíblia de estudo profética. 1.ed. São Paulo: Editora Hagnos, 2006. p.1114.
    3 COUCH, Mal. Postribulationism and 2 Thessalonians 2:1-12. 2002 Pre-Trib Study Group from Pre-Trib Research Center, 2002. URL: http://www.pre-trib.org/article-view.php?id=119.


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